Imagino, por vezes, um mundo sem som, deitada
na margem do rio oposta à da cidade onde cresci.
Imagino as bocas sem palavras, os carros em silêncio.
Imagino, por vezes, um mundo sem som e esgoto,
na superfície da pele, a audição dos gestos e a
eterna projecção da realidade no limiar do toque.
Segunda-feira, Abril 21, 2008
Um mundo sem som
Por Sara F. às 11:00
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4 comentários:
Sara, muito obrigada pela tua presença no meu lançamento. Gostei muito de te conhecer. Gostei de vir aqui conhecer o teu espaço, do qual serei visita.
Um beijo.
Que bom que é voltar a ler-te! :-)
E extraordinário, como sempre.
Querida amiga que bom estares de volta a este espaço, tão teu e nosso que temos o privilégio de "beber" os teus poemas e sentirmos assim a alma mais lavada neste mundo de palavras vãs,descontextualizadas e sem sentido. A partir de agora não percas o hábito de por aqui passares e brinda-nos com os teus poemas...
um bjnho Lu
Eu entendo... eu também imagino...
Bonita maneira de dizer!
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